A Jornada da Loba – Lammas

A celebração de Lammas (ou Lughnasadh) é a celebração do ano celta da colheita dos grãos. Celebrada no dia 1 ou 2 de Agosto, remete à época do ano entre o Solstício de Verão (Litha) e o Equinócio de Outono (Mabon).

Em Lammas, colhemos os frutos que plantamos ao longo do ano. Colhemos o fruto do nosso trabalho, do nosso esforço, e agradecemos a tudo que recebemos. Agradecemos também à Mãe Terra, tanto pelos grãos físicos que colhemos para nossa nutrição, quanto para os aprendizados que colhemos, fruto de tudo que vivemos ao longo do ano.

É uma celebração de agradecimento, acima de tudo, e de encerramento de ciclos.

Nas festas pagãs, era costume fazer bonecos de palha de milho ou trigo e guardá-los até a próxima colheita. Na noite da celebração, os bonecos do ano passado eram queimados na fogueira representando os ciclos encerrados. O altar era enfeitado com o pão de Lugh e o primeiro pedaço do pão era queimado dentro do caldeirão como uma oferenda de agradecimento à Mãe Terra pela fartura recebida.

Também era costume jogar no caldeirão para ser queimados o primeiro gole de vinho e papéis com agradecimentos por todas as bênçãos e saberes adquiridos ao longo do ano.

Para o nosso trabalho de cura da Jornada da Loba, corresponde ao chackra frontal (do terceiro olho), pois ao atingir um entendimento maior de todas as coisas, colhemos os frutos de nossa sabedoria e abrimos os olhos para novos horizontes, já enriquecidos com as lições do ano celta que está quase chegando ao fim.

É tempo de preparação para retornar de nossa jornada. Em Lammas, agradecemos nosso presente de maturidade. A Deusa Terra e o Deus Sol estão maduros e encaminham-se para sua fase de anciões, que ocorre em Mabon, a próxima celebração. Percebem, então, suas realidades como pessoas maduras e agradecem, tanto os presentes quanto os desafios.

O chackra frontal também está ligado ao Mental, aos pensamentos, à compreensão de todas as coisas, à visão da realidade. Neste trabalho de cura, liberamos os pensamentos repetitivos e distorcidos, a negação de enxergar e aceitar as coisas e pessoas como elas são e a expansão do nosso poder de visão interior, para percebermos melhor à nós mesmos e ao mundo ao nosso redor.

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